Wednesday, July 16, 2008

Friday, July 11, 2008

Perdi a conta às vezes que desejei morrer. Desistir. Deitar-me neste caminho impossível que é a vida.
A morte devia ser um inconsequente fechar de olhos e um cair redondo no chão.

Sunday, July 6, 2008

Ao mínimo reflexo da tua silhueta numa superfície qualquer, pára e olha-te, para confirmares o quanto (ainda) és bonita.

Thursday, June 19, 2008

Vai a casa. Chora um bocado. Amaldiçoa a vida. Deseja uma catástrofe qualquer que inclua a tua vida. E sai para a rua com a máscara de uma felicidade intocável.

Wednesday, May 28, 2008

A minha vontade é ir fechando-me sobre mim própria, até me transformar num ovo que alguém frita, sem pensar no que aquilo poderia ter sido.

Friday, May 16, 2008

Resta-me seguir por este caminho estreito, onde só há espaço para os meus pés. Os olhos cravados no chão, evitando as tentações da natureza. Não quero ver mais. As ilusões podem trazer-nos felicidade, mas quando se é feliz tem-se medo de morrer, e eu quero ir perdendo a pouco e pouco o hábito da vida.
Caminho porque o tempo não me deixa correr, e sigo sempre a direito - a maneira mais rápida de se chegar ao fim.

Thursday, May 1, 2008

Os braços deixaram de acreditar em mudanças e as pernas recusam o convívio.
A cabeça está viciada nos mesmos pensamentos e as mãos não têm mais que escrever.

É urgente abandonar este corpo:
Já não é possível ser feliz nele.