Se for exposta limpar a ferida de dentro para fora com uma gaze ou outro material que não largue pêlo, e soro fisiológico. Enrolar a gaze, fazer donuts e ir colocando-os à volta do osso exposto até cobrir completamente o mesmo. Colocar uma gaze estendida no topo. Se houver hemorragia poderá ser necessário fazer um garrote. Não esquecer de desapertá-lo de 15 em 15 minutos. Encaminhamento da vítima para o hospital. Poderá ter que se recorrer à cirurgia para alinhar as superfícies ósseas ou colocar parafusos. Fisioterapia. Recuperação lenta e sem diminuição da mobilidade. Mas quando o tempo muda dói.
Monday, September 10, 2007
Sunday, September 9, 2007
Friday, September 7, 2007
Não estou habituada a tal manifestação de carinho O pobre desconfia A anestesia fez com que começasse a dar valor aos outros Mas tu nem anestesiado foste Devia pensar que é um sinal de mudança mas não quero Aquilo a que me habituei ou fugi acontece Até prova em contrário eu já sei o que a casa gasta E não consigo dar aquilo que não tive
Tuesday, September 4, 2007
Friday, August 31, 2007
Friday, August 24, 2007
Adelino dos passos pequenos, é assim que é conhecido lá na aldeia.
Conta-se que um dia deu um passo maior que a perna e que o Senhor o castigou por isso. Com fios invisíveis atou-lhe os tornozelos e reduziu-lhe o equilíbrio.
"Agora verás o mundo, mas conhecerás os teus limites", disse.
Apressa os seus passos para tentar acompanhar o ritmo dos outros.
E a aldeia passa por ele. Lá vai Adelino dos passos pequenos!
Mas Adelino não esmorece.
"Limitaste-me as pernas, mas não a vontade", pensa.
Sunday, August 19, 2007
Dimitria é pastora sem cajado.
Do alto da pedra onde se senta, olha o rebanho, imune.
Mas às vezes, uma aproxima-se e lambe-lhe os pés descalços.
Nasce então no seu rosto um sorriso vindo desse momento armazenado.
Outras vezes, uma investe na sua direcção.
É daquelas que fazem sentir a mágoa a aflorar, a assomar e a descer transformada em lágrima.
Então esconde-se. Foge. Busca o refúgio nos dias.
Di-mi-tri-a é pastora,
E guarda recordações.
Do alto da pedra onde se senta, olha o rebanho, imune.
Mas às vezes, uma aproxima-se e lambe-lhe os pés descalços.
Nasce então no seu rosto um sorriso vindo desse momento armazenado.
Outras vezes, uma investe na sua direcção.
É daquelas que fazem sentir a mágoa a aflorar, a assomar e a descer transformada em lágrima.
Então esconde-se. Foge. Busca o refúgio nos dias.
Di-mi-tri-a é pastora,
E guarda recordações.
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