Agosto. Vens sempre em Agosto.
Eu já te esperava.
Aposto que dormes o teu sono invernal embalada pelos meus passos e pela minha música.
E que a primeira coisa que pensas quando abres os olhos é em mim.
E vens. Contra toda a gravidade ali ficas à espera que os meus olhos encontrem os teus.
Esta noite encontrei-te na minha janela. Vias as estrelas.
Talvez amanhã entres. Gostas do jogo que é sempre o nosso reencontro.
É Agosto e eu não querendo já sabia:
La huesga voltou.
Friday, August 10, 2007
Tuesday, August 7, 2007
Monday, July 30, 2007
Friday, July 13, 2007
Resquícios do que construí.
Tento colar os pedaços mas as arestas já estão gastas, não encaixam. E o desgaste é irreversível, como o passado, aquele que não se muda.
Anda cá, empurra-me agora. Um simples sopro teu bastará. E eu cairei pelo precipício sem um último grito ou esbracejo. Não vale a pena continuar a repeti-los, sempre foram em vão e o meu beco só tem uma saída.
Empurra-me agora. Cairei com a resignação de uma pedra. Poderás ver os meus mil e um pedaços, mas quando os tentares juntar, será tarde demais.
Wednesday, July 4, 2007
Diálogo interior
Eu - O arroz tem falta de sal...
Eu - Pois, devias ter posto... eu bem te disse.
Eu - ....
É como vês, eu tenho sempre razão.
Eu - Pois, devias ter posto... eu bem te disse.
Eu - ....
É como vês, eu tenho sempre razão.
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